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Bolsonaro abriu o sarcófago e eles voltaram

Diante do perigo vermelho este blog não titubeou: teve a coragem de entrevistar o seu líder oculto. Ninguém menos que Stalino Stalinovski, dirigente perpétuo do Partido Comunista Universal do Culto Globalista Deus Pátria e Nossa Família. Ao lado dos seus assessores 01,02 e 03 e monitorado pelo chefe da realpolitik Olávio de Cangalho, ele falou por telepatia psicografada e não admitiu controvérsias. Primeiro dava as respostas e só depois ouvia as perguntas.

Segundo ele os comunistas ateus vendilhões da pátria pensavam que estavam mortos, “mas agora somos milhões, mais de 70% da nação brasileira”. Então começou a palrar:

“De acordo com a dialética do doutor Weintraub, que retoricamente pertence ao time capitalista, mas por baixo dos panos é nosso marqueteiro, agora infiltrado no Banco Mundial, estamos prestes a tomar o poder, com a ajuda da nomenclatura do comissariado dos togados que só falam bolodório. Saímos fortalecidos dos túmulos e estamos muito vivos com o ouro de Moscou: o fim da União Soviética é uma fake news da Folha canalha e da Globo lixo. Como poderíamos ameaçar o mundo ocidental e cristão e distribuir mamadeiras de piroca às criancinhas se não tivéssemos o apoio das massas ignaras? Bolsonaro, Weintraub e outros fardados nos tiraram dos sarcófagos.”

E o que os senhores ateus vendilhões da pátria pretendem fazer?

“Primeiro, economizar a gasolina do jipe e mandar um cabo e um soldado, a pé, fecharem o Congresso e o Supremo Tribunal Federal e por os vagabundos na cadeia. Depois, dar carta branca à polícia militar pra acabar com esses filhos da puta que enchem o saco do governo, porra! Essa gente só reclama e quer as nossas hemorroidas! Enfim, vamos aproveitar o que Bolsonaro tem de bom e implantar seu projeto maior: a ditadura do generalato, já que o proletariado está morrendo de coronavírus e não serve pra nada a não ser pedir Bolsa Família. Esse negócio de “de pé, ó vítimas da fome” é atraso de vida. Vai trabalhar vagabundo…”

Mas…

“Nem mais nem menos. A Sibéria é muito longe, mas um general desses aí já disse que o clima amazônico é igual ao do hemisfério Norte. Falando nisso, o que é hemisfério? É nisso que dá ler livros, o cara fala o que não sabe e nós ouvimos o que não entendemos.”.

E a pandemia?

“Que pandemia? Qualquer mortandadezinha e esses viadinhos fazem um escândalo safado pra ganhar verbas. Conosco não tem enrosco: teve febre tome doril, a dor sumiu. E não atrapalhe quem trabalha e fatura, que a Terra ainda gira, mas mudou – agora é plana e sabe-se lá até quando.”

Há evidências científicas?

“A ciência morreu. Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Bolsonaro vive repetindo isso, mas não põe em prática. Com a gente o pau vai comer. Agora vai pastar que vamos proibir a imprensa de falar besteira. Criaremos o Centro Unificado da Notícia Purificada, só por aí o povo conhecerá a verdade que o libertará. Heil, heil não? Anauê? Não. É… como é que é?”

No reino da pilantragem

No reino da pilantragem

Olavo de Carvalho mandou Bolsonaro “enfiar no cu suas condecorações” e ameaçou tirá-lo da presidência. Silas Malafaia defendeu Bolsonaro e acusou Olavo de ser um astrólogo falido.

A torcida está atônita. Nunca antes nesse país houve embate tão emocionante. E sobrou para os generais, que segundo Olavo são vendidos e covardes. As Forças Armadas se revoltaram? Alguém puxará a espada? E o mito, como reagirá?

Nós, meros pagadores de impostos, de que lado ficaremos? E nas passeatas, contrárias e a favor, serão exibidas faixas pró e contra os dois grandes polemistas? Haverá uma “Solta a língua, Olavo” e outra “Manda-lhe uma praga, Malafaia”?

O debate está nas redes sociais, sem papas na língua. Intelectuais não devem reclamar. Nos tempos da ditadura queixavam-se de não poder dar forma ao pensamento com as palavras justas, que habitavam a língua do povo. O “Pasquim”, semanário filológico dos anos 1960/70 chegou a inventar expressões que driblavam a censura. Hoje, vemos como os pasquineiros eram simplórios. Eles escreviam “pô!” e os pais de família se arrepiavam. Agora, o presidente da República grita alto e bom som: PÔÔÔRRA! – e o mundo continua a girar. Olavo, o grande guru dos terraplanistas quando discorda de alguém não lhe diz “sifu”, como o velhusco tabloide. Usa todas as letras: “vai te foder filho da puta!”.

É o progresso do vernáculo com a turma que chegou ao poder. E isso se reflete no poviléu internauta que aplaude o exemplar exemplo vindo de cima, que é de onde chegam os bons exemplos exemplares da história brasileira.

Isso digo com a experiência de ter assistido essa evolução castiça do nosso idioma. Assim, declaro: o Brasil é um bordel. Se bem que as putas são mais moderadas e pudicas do que esse pessoal, pois é de bom ofício, para elas, não falar indecências, pois ao fingirem certo ar inocente maior será a paga que merecem.

Já que reconhecemos no Brasil um bordel, pergunto-vos: o que é um bordel?

O bordel é um prostíbulo. Muito antigamente, nos tempos do Nero, os bordéis eram recatados, nos subúrbios de Roma, na Suburra e até nas vizinhanças do Vaticano. Aquelas antigas putarias romanas eram para o povo miserável que se enchia de gonorreia e sífilis. A turma de cima regalava-se nas orgias, nos palácios, em grandes surubas.

Imaginem as facilidades atuais dos jornalistas. Se como nos tempos do “Pasquim” eles fossem reproduzir o calão bolsonariano seria um nunca acabar de asteriscos, estes sinaizinhos *** que se colocavam para substituir os palavrões. Porém, continuemos.

Os prostíbulos foram invenção do século XVI, talvez um pouco antes e nasceram nos conventos, com o nome de conventilhos (que aparece na literatura em1593). Até botei isso em um livro. Nos prostíbulos, pois, funcionavam as putas, que entrementes e todavia, podiam ser freiras, vejam como era o mundo. Mas havia regras: na quaresma não se transava, então, caía a renda dos padres, que compensavam pondo as raparigas a fabricarem doces, que vendiam aos fieis.

Deixemos de digressões. Voltemos ao Olavo de Carvalho, ao Silas Malafaia, ao Bolsonaro e seus generais covardes e vendidos (não sou quem o diz, mas o guru deles todos). E pra quê voltamos a esses personagens? Para perguntar: como apareceram no Brasil tais pilantras?

A verdadeira história de Hitler

(revisão histórica patenteada nas academias)

Tenioto Sofômano

professor doutor histórico-esotérico-astrológico

Pouca gente sabe que Adolf Hitler, o Grande Chefe nacional-socia­lista, nasceu em Nova Odessa, cidade próxima a Rio Claro, fundada por imigrantes suíços e alemães. Adolf era filho de Oto Grob e sua mãe, coitadinha, não sabia o que punha no mundo. Oto preferiu dar ao filho o sobrenome teutônico do seu avô, aconse­lhado por um grande marqueteiro, conhecido nas redondezas como Zé Gobo, depois levado por Adolf para a Alemanha, quando ele come­çou a Grande Cruzada Do Bem Contra o Mal. Zé Gobo, aliás, chegando na Alemanha percebeu que lá ninguém conseguia pronunciar seu nome e mudou-o para Joseph Goebbels, que anos depois faria doutorado nas faculdades astrológicas satânicas enviesadas por alquimia, que alhures e algures se expandiriam no Brasil nas aulas telepáticas do prestidigitador Olávio de Gangalho.

            A humanidade, um dia, há de se curvar ao Brasil pelo surgimento desse grande führer (líder, em língua racialmente superior). Todos sabem que desde pequeno, além de dandar pra ganhar vintém, Adolfinho lia muito os livros do doutor Plínio Salgado, e na adolescência ouvia o teleplástico Olávio de Cangalho, nosso patriótico esotérico horocopista e médium psicográfico que recebia o espírito de Gengis Khan. Adolf meteu tais ideias na cabeça e num dia primaveril teve uma visão quando chutava criancinhas no gueto. Apareceu-lhe um anjo loiro, de olhos azuis, bigodudo, um metro e noventa, que lhe disse em alemão (língua racialmente superior, hoje aperfeiçoada pelo spanglish):

“Du, Adolf, wirst zu anderen Seuchen gehen und ein Reich aufbauen, das tausend Jahre dauern wird!” (“Tu, Adolf, irás para outras plagas e construirás um império que durará mil anos!”).

            A epifania foi tão maravilhosa que Adolf ficou momentaneamente cego e seu testículo esquerdo recolheu-se em retiro espiritual para um mosteiro no Tibet, onde encontrou seus ancestrais teutônicos. Mas como se sabe, tudo que no homem é duplo é desperdício da natureza, basta um. Um pulmão, a gente respira. Um olho, a gente vê. Um rim, a gente urina. Um testículo, e bimba! E dizem mesmo que há pessoas sem coração, mas Hitler percebeu desde pequerrucho que esse tipo de criatura só podia ser comunista ou judeu. Graças a Deus Hitler era muito católico, teve até um papa pio mui amigo, que viveu longo tempo na Alemanha e dizem, convenceu os nazistas a ajudarem o generalíssimo Franco, que Deus o tenha na sua Glória, a matar os comunistas ateus vendilhões da pátria. Então, Adolf mudou-se para Deutschland vor allem um die Welt.

            Mas, quando Adolf Hitler chegou na Alemanha forjou uma biografia para esconder que tinha nascido no Brasil. Na campanha eleitoral e nas cervejarias, sempre que o Führer arengava, algum anarquista tentava desmoralizá-lo, gritando: “Halt die Klappe, Brasilianer!” (Cala a boca brasileiro!). Hitler se desesperava com aquilo, pois quem seguiria um líder nascido em país tão avacalhado? Então, Goebbels disse, “fica frio, vamos repetir uma mentira mil vezes e ela será tão verdadeira quanto a crença dos políticos na democracia”. Então Hitler, que não era bobo, apenas tolo, emendou: “diremos ao povinho, conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Na mesa ao lado gritaram: “Mito! Mito!”. Foi o que se deu e por isso nós, brasileiros, não podemos nos orgulhar de sermos compatriotas de tão elevado estadista, talvez da estatura de Jair Bolsonaro, Michel Temer, quiçá do Paulo Skaf, criador do Pato da Fiesp, rival do grande morologista da Vaza Jato e do João Dória, e quem sabe até da estatura estatal estatutária do general Heleno.

            Não vou contar a história completa, pois todos sabem como Adolf Hitler fez da Alemanha uma grande nação uber alles, até ser perseguido pelos judeus, que começaram a raptar criancinhas loiras e enfeitiçá-las. Depois, soltavam-nas no mundo e elas viravam comunistas, fugiam para a América Latina e uma delas, disfarçada de Chê Guevara, hipnotizou Fidel Castro para infernizar os cubanos e entregar a ilha ao imperialismo comunista soviético bolchevista leninista marxista trotisquista petista, que a vendeu ao globalismo marchista, influenciado pelo marxismo cultural financiado por Jorge Soro. (Falando nisso, certos doutores acham que a pirralha Greta é a última cria satânica posta no mundo por vocês sabem quem.)

            Mas, porém e todavia, a tragédia de Hitler não foi essa. Sua má sorte começou quando ele foi abandonado pela esposa secreta, Eva Peron, que fugiu para a Guatemala com o general uruguaio Getúlio Vargas, que viria a ser síndico do Brasil, ajudado por Sidney Magal, um antigo amante latino de Evita, por quem seu sangue fervia. Com a fuga de Eva, Hitler foi murchando, esquecia-se de mandar mais um trem de turismo para os campos de férias dos inimigos da pátria amada, e estes, vingativos, começaram uma campanha de difamação, insinuando que o Grande Chefe, nosso Führer se consolava da desgraça conjugal com uma sobrinha brasileira de 16 anos, Geli Raubal, que na verdade, nunca esteve na Alemanha e ainda hoje, velhinha, vende seus bordados em Ibitinga, com o pseudônimo de dona Viridiana.

            Não creiam que a desilusão amorosa levou Hitler ao suicídio. Essa é outra fake news da Folha canalha e da Globo lixo para desmoralizar os Skinheads, depositários das ideias do Grande Chefe. A verdade é que estando em depressão, ameaçado pelos judeus-cripto-comunistas-ateus partidários da teologia da libertação (introduzida no Reich por Lula da Silva, que leu Leonardo Boff na cadeia), Hitler conheceu Eduardo Suplício que lhe convenceu a implantar a renda mínima para os alemães e, com perdão da má palavra, estourou o saco de todo mundo. Ainda quem que Saulo Toelho estava em Weimar, em visita o túmulo de Goethe, de quem o polígrafo brasileiro é herdeiro cultural e com quem aprendeu as técnicas de caminhada com cajado e tênis Nike.

            Resumindo, Saulo Toelho levantou o ânimo de Hitler e convenceu-o a peregrinar pelo caminho de Santiago de Compostela, repetindo o bravo lema do general Dutra ao comandar as tropas brasiguaias na conquista dos Andes: “Quem for mameluco que me siga!” Hitler então lembrou que era um conterrâneo de Collor, Fernando Henrique, Jânio Quadros, Lula, Temer, Bolsonaro e outros quetais e seguiu o Mago. Hoje, quem passa por aquela árvore onde há mil anos descansou o Visconde de Sabugosa, vê um velhinho vendendo cajados. É Adolf Hitler.